Carlinhos Paraíba, do Coritiba - Uma espécie de Elano recuado, Paraíba é o faz-tudo no meio-campo do Coxa. Dono de fôlego impressionante, Carlinhos pode ser considerado o motorzinho do time, principalmente pela qualidade que acrescenta nos passes - seja fazendo ligação com o ataque ou tabelando com os alas. Ibson começou a cair de rendimento justo quando enfrentou o Coritiba de Paraíba, mas merece ser lembrado. Ramón, veteraníssimo, vem regendo o meio-campo do Vitória com muito sucesso. É bem verdade que cansa rápido nos jogos, mas dá grande contribuição enquanto pode. E Lúcio Flávio vem sendo peça imprescindível nessa retomada botafoguense, não podendo ser descartado.
Marquinhos, do Vitória - O ex-corinthiano Mirandinha costumava dizer: "Ou eu penso ou eu corro". Grande revelação do Brasileirão até aqui, Marquinhos mostrou que faz os dois. E como... Some a isso grande visão de jogo e poder de fogo para fazer gols e pronto, você tem Marquinhos. Wagner, do Cruzeiro, faz um grande campeonato também. É um daqueles meias às antigas, que eu tanto admiro, um pouco Souza (ex-Corinthians), um pouco Alex (ex-Cruzeiro). Romerito é outro que encanta: como vem jogando o desengonçado meia do Goiás! "Faz tempo", dizem os torcedores do Santo André, com razão. Inteligente e ágil, é quase imparável pela ponta-esquerda esmeraldina. Alex, do Inter, vinha jogando muito. Muito mesmo. Outro daqueles meias em extinção. Se bem que vinha jogando adiantado, quase de atacante. Até que se lesionou...
Iarley, do Goiás - Um atacante que encanta pela chatice. Isso mesmo. Pergunte a qualquer zagueiro como é marcar Iarley. Tarefa infernal. Eu costumo apontá-lo como um dos jogadores mais inteligentes do país. E quando é assim, o aspecto físico - e lá se vão 34 anos - passa a não fazer tanta diferença. O Goiás que o diga. Desde que conseguiu reunir a dupla Iarley-Romerito, conseguiu desmentir a lógica, já que era nome mais que certo para cair. E isso, eu valorizo muito. Merecem ser citados aqui Dagoberto, que recuperou seu belo futebol - com menos responsabilidades defensivas agora, o lépido Maikon Leite, com suas grandes atuações pelo Santos e Guilherme, que alternou altos e baixos durante o turno.
Keirrison, do Coritiba - Afastado de 7 jogos por lesão, o irmão de Kimarrison já soma 10 gols no Brasileirão. Sim, o irmão dele se chama Kimarrison. E ele tem uma média espantosa... Mas, pra mim, a média é o que menos importa. A questão é que Keirrison é veloz e técnico, características que raramente se casam com atacantes matadores como ele. Jogador semelhante a Nilmar, que também fez um belo 1º turno, especificamente nos jogos contra São Paulo, Goiás, Fluminense e Náutico e, por isso, merece menção honrosa. Atacante é o que não falta pra essa seleção: Adeílson, Dinei, Jonas, Marcinho, Jorge Henrique, Perea, Reinaldo, Kléber Pereira, Alex Mineiro...
Celso Roth, do Grêmio - Com escasso material humano e pressão gigantesca nas costas, Roth armou seu time bem ao clichê gremista, privilegiando o jogo coletivo e pragmático. Assim, superou a saída de seu armador, Roger, trazendo Tcheco (e beneficiando-se de uma brecha no regulamento para inscrevê-lo antes da data esperada) para a função. Ousou ao lançar dois garotos - William Magrão e Rafael Carioca - no meio-campo, quando perdeu Eduardo Costa. Mostrou ao país que é possível jogar no 3-5-2 mesmo sem ter alas espantosamente ofensivos. E mostrou-se devidamente preocupado com o elenco enxuto, trazendo Souza e Orteman, que muito serão úteis ao longo da competição. Por isso tudo, é mais do que justo que seja eleito o melhor treinador do turno.
Menções honrosas a Vagner Mancini, Ney Franco e Dorival Junior.