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	<title>O mini-cr&#237;tico</title>
	<subtitle type="html">De Parelheiros a Wembley, eu t&#244; de olho na bola que rola.</subtitle>
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	<tagline>De Parelheiros a Wembley, eu t&#244; de olho na bola que rola.</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Mudei</title>
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		    <updated>10.12.08 01:58:05</updated>
		    <published>10.12.08 01:56:03</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">O Terra Blog &#233; uma merda.Logo, anuncio aos milh&#245;es de frequentadores deste espa&#231;o que me mudei para o seguinte endere&#231;o:http://minicritico.blogspot.com/</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Lemmy, o m&#225;rtir</title>
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		    <updated>19.11.08 11:40:33</updated>
		    <published>19.11.08 02:11:52</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Por esgotos e intestinos escuros, no cerne do underground rastejava aquela figura s&#243;rdida. Peludo, corcunda e dentu&#231;o, ele se enveredava por novos c&#243;lons em busca de colo. A verdade &#233; que tornar-se-ia um mito aquele ser que passou horas a fio a farejar a podrid&#227;o que lhe parecia bastar. Conheceu a escravid&#227;o de perto. Enxergava a servid&#227;o como poucos e via seu lado volunt&#225;rio e fetichioso, revestido de um couro podre, cafona e flagrante. Era quase hormonal sua rela&#231;&#227;o com o senhor daquele engenho, movido a base de pauladas. Visceral, decerto. Inquestion&#225;vel, &#250;nica e paciente. Ah, a paci&#234;ncia... Qualidade dos grandes. Em um tortuoso labirinto, encarou as agruras da fome. Se alimentou de tripas e gases e padeceu. Seu dente seco fustigava seu bucho vazio a procurar qualquer resto por ali. E logo ali, em meio a tanto resto, n&#227;o restava nada. &#201;, Lemmiwinks... a&#237; culminou sua jornada, meu caro. Se fudeu, Lemmiwinks.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A letra virou n&#250;mero</title>
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		    <updated>30.10.08 10:40:44</updated>
		    <published>02.10.08 02:52:52</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">H&#225; muito, um rouxinol me contou que o futebol virou neg&#243;cio. E que &#233; coisa para os rom&#226;nticos mais tolos admirar a est&#233;tica, o esporte, a plasticidade, a arte, a imagina&#231;&#227;o... isso &#233; besteira.Qualquer manifesta&#231;&#227;o de improviso, por mais t&#237;mida que seja, &#233; logo enquadrada por doze ou treze microfones, um ou dois publicit&#225;rios muito bem intencionados, uma Montblanc, dois ou tr&#234;s homens de fraque, um peda&#231;o de papel e uma r&#250;brica humilde.E &#233; assim, com urubus coadjuvantes, que o circo todo &#233; montado, sempre em torno do bobo-da-corte.Em 2002, o Brasil assistiu o surgimento de um negrinho abusado das pernas finas. Seu nome: Robinho. As pedaladas eram sua marca registrada. A mesma que havia consagrado um outro garoto de esqueleto fr&#225;gil seis anos antes: Den&#237;lson.O destino que os aguardava? Europa, sele&#231;&#227;o canarinho, flashes e mais flashes, contratos, comerciais, chuteiras, eventos, silicone, promiscuidade, manchetes, carros do ano e sorrisos t&#227;o amarelos quanto o manto nacional. E assim, gentilmente, o original cedeu seu lugar ao clich&#234;. O futebol-arte virou pop-art. &#34;Pra dentro deles, Den&#237;lson&#34;, diz o locutor ufanista. Ali&#225;s, dizia. Hoje em dia, o produto j&#225; passou da validade e mofa nas prateleiras do Parque Antarctica. O momento &#233; de Robinho. Mas o tempo passa e logo ser&#225; a vez de Pato. E assim gira a engrenagem, triste e previs&#237;vel.O ciclo &#233; mais ou menos assim: na base, moleque que se preza tem que mostrar que &#233; diferenciado. Tem que dar caneta, dar letra, fazer gol de placa. Enfim, tem de mostrar que ali tem coisa boa. Se der tudo certo, &#243;timo. Profissional... uma vez no topo, a letra d&#225; lugar ao n&#250;mero. Seja ele um n&#250;mero circense, como &#233; o caso de Robinho ou um punhado de estat&#237;sticas, como &#233; o caso de Jorge Wagner. O certo &#233; que todos eles, protagonistas e figurantes, estejam em frente ou atr&#225;s das c&#226;meras, gostam mesmo &#233; das cifras. E essas, afinal, n&#227;o deixam de ser n&#250;meros.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Sobre homofobia e outros v&#237;cios</title>
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		    <updated>18.09.08 12:43:15</updated>
		    <published>03.09.08 01:01:07</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Com os rumores maldosamente espalhados pelo dirigente palmeirense Jos&#233; Cyrillo Jr. acerca da suposta homossexualidade de Richarlyson, criou-se na m&#237;dia esportiva em geral um novo paradigma. Ap&#243;s ter um belo desempenho no segundo semestre de 2007, sendo inclusive  coroado com o t&#237;tulo de bicampe&#227;o brasileiro, o volante s&#227;o-paulino viu ser constru&#237;da em torno de si uma esp&#233;cie de blindagem &#224;s cr&#237;ticas. No ano de 2008, mesmo tendo apenas 3 atua&#231;&#245;es indiscutivelmente boas - em mais de 40 partidas - Ricky, como o meio-campista &#233; conhecido, continuou a ser elogiado por homens de sorrisos amarelos nas mesas-redondas. A raz&#227;o? Simples: o receio de que as cr&#237;ticas soassem como manifestos homof&#243;bicos, o que, em si, j&#225; &#233; uma postura discriminat&#243;ria.Foram rar&#237;ssimas as vezes em que vi um comentarista ou jornalista questionar a titularidade incontest&#225;vel de Richarlyson no time de Muricy Ramalho. N&#227;o bastassem as med&#237;ocres atua&#231;&#245;es do jogador no ano, o Tricolor ainda conta, para sua posi&#231;&#227;o, com a ascen&#231;&#227;o do jovem Jean, a afirma&#231;&#227;o de Hernanes e a impressionante regularidade de Z&#233; Lu&#237;s. Isso considerando Richarlyson o que ele verdadeiramente &#233;: um volante. Somente o quadrado Dunga e o criativo Muricy conseguiram enxergar o atleta potiguar como um lateral-esquerdo. N&#227;o tenho d&#250;vidas de que, no &#237;ntimo, o treinador s&#227;o-paulino se arrepende amargamente de ter liberado o competente Jad&#237;lson para o Cruzeiro por empr&#233;stimo de um ano. Isso porque o mais capaz dos laterais que tem &#224; disposi&#231;&#227;o &#233; J&#250;nior, que, com um porte f&#237;sico semelhante ao dos atletas de showbol, j&#225; n&#227;o aguenta nem mais meio jogo. O jovem Alex Cazumba mostrou na Copa S&#227;o Paulo de 2007 e na vit&#243;ria em casa sobre o Botafogo que &#233; promissor e talentoso, mas Muricy ainda o acha muito verde, talvez julgando por suas passagens opacas pelo Rio Claro e Juventude, ano passado. No time de juniores, o S&#227;o Paulo ainda tem mais um diamante bruto para a lateral-esquerda. Trata-se do abusado Diogo, garoto que hoje serve a Sele&#231;&#227;o Sub-19. Quem o assistiu na Copa S&#227;o Paulo deste ano se encantou com tamanho poder ofensivo e com dribles ousados que lembraram Ilsinho.Mas e o Richarlyson, o que ele &#233;, afinal? Bem, me parece cristalino que Ricky &#233; um jogador com limita&#231;&#245;es t&#233;cnicas, mas que n&#227;o sabe disso. Por isso, frequentemente &#233; visto a errar passes bobos e f&#225;ceis por pura displic&#234;ncia, al&#233;m de ter uma margem baixa de aproveitamento nos cruzamentos e lan&#231;amentos. Observando tais caracter&#237;sticas, tiro uma conclus&#227;o mais que &#243;bvia: n&#227;o se trata de um lateral. E nem de um meia. Trata-se, sim, de um jogador que foi mimado pela imprensa. Esta, por sua vez, parece ter peso na consci&#234;ncia ao poupar o atleta das observa&#231;&#245;es merecidas. Assim, Richarlyson vem sendo privado de ouvir as cr&#237;ticas que lhe incentivariam a melhorar seu futebol. Futebol que, como vimos no ano passado, ele tem.&#160;</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Diariamente 2</title>
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		    <updated>30.08.08 13:49:00</updated>
		    <published>26.08.08 06:02:06</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Para curvar-se, ReiPara roubar, casteloPara correr, NikePara punir, BopePara matar, NascimentoPara bater, CocitoPara comer, McPara ouvir, MCPara entreter, VJPara dan&#231;ar, DJPara falar, HallsPara beijar, TridentPara consumar, AudiPara fotografar, idemPara mentir, promessaPara come&#231;ar, asfaltoPara dar voz, redePara tirar, TVPara aparecer, Rede TV!Para esquecer, Bossa NovaPara criticar, rapPara tocar, jab&#225;Para desgostar, chefePara degustar, chefPara enrijecer, ViagraPara enriquecer, ind&#250;striaPara choramingar, novelaPara lacrimejar, cebolaPara azedar, vinagrePara exportar, p&#233;sPara pisar, terraPara sambar, avenidaPara aprender, linhaPara sobreviver, confiss&#227;oPara consertar, academiaPara insistir, bisturiPara desfilar, dietaPara clicar, passarelaPara assombrar, not&#237;ciaPara versar, teclaPara beber, BoaPara devolver, marvadaPara esbanjar, cifraPara limpar, ONGPara brigar, poucoPara morrer, menosPara conservar, democrataPara playboy, CarasPara caras, Playboy</content>
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