Por esgotos e intestinos escuros, no cerne do underground rastejava aquela figura sórdida. Peludo, corcunda e dentuço, ele se enveredava por novos cólons em busca de colo. A verdade é que tornar-se-ia um mito aquele ser que passou horas a fio a farejar a podridão que lhe parecia bastar.
Conheceu a escravidão de perto. Enxergava a servidão como poucos e via seu lado voluntário e fetichioso, revestido de um couro podre, cafona e flagrante. Era quase hormonal sua relação com o senhor daquele engenho, movido a base de pauladas. Visceral, decerto. Inquestionável, única e paciente.
Ah, a paciência... Qualidade dos grandes. Em um tortuoso labirinto, encarou as agruras da fome. Se alimentou de tripas e gases e padeceu. Seu dente seco fustigava seu bucho vazio a procurar qualquer resto por ali. E logo ali, em meio a tanto resto, não restava nada.
É, Lemmiwinks... aí culminou sua jornada, meu caro. Se fudeu, Lemmiwinks.